Uma breve avaliação do governo Temer e projeções para o futuro.
Nenhuma perspectiva poderia ser pior do que a que já está ocorrendo no momento. Com os 59 votos que aprovaram o relatório do Impeachment da presidenta Dilma Vana Roussef, agora, o que antes era dúvida, se tornou uma certeza: o golpe passará. Estamos condenados a um futuro de muitas incertezas.
Entramos na semana decisiva, onde infelizmente não temos o que fazer. As projeções para o futuro são as piores possíveis. Já temos uma ideia pelo estilo governista no Rio Grande do Sul: uma total inércia. Lembro bem do ano passado, quando já havia uma crise gigantesca na segurança pública do nosso estado, e se aventou a possibilidade de a Força Nacional atuar junto a Brigada Militar. Sartori descartou essa alternativa, dizendo que nós não precisávamos deles (a Força Nacional). Pouco mais de um ano depois, "eles", como se referiu Sartori na época, chegarão para auxiliar a Brigada.
A inércia nos serviços públicos é prática do PMDB, e o Rio Grande do Sul tem experiências drásticas com esse partido. O governo Temer, que não tem aprovação popular, pelo menos fará uma coisa boa pelo Brasil: vai eleger Luis Inácio Lula da Silva presidente em 2018. Mas até lá, o que pode acontecer?
Na saúde: o atual ministro da saúde, Ricardo Barros, estuda a extinção do SUS. Essas e outras possibilidades (que falarei mais adiante), não são ditas publicamente, mas nos bastidores já são levantadas. Ricardo, eleito deputado federal cinco vezes por um dos partidos mais sujos da nossa política, o Partido Progressista, foi condenado em 1990, quando prefeito da cidade de Maringá, na 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do estado do Paraná, por fraude na venda de coletores e compactadores de lixo que não serviam mais para a prefeitura. Além da sujeira, já disse que pode acabar com o SUS e o Mais Médicos.
Na educação: essa é a minha maior preocupação. Educação nunca foi uma prioridade para os governos pmdbistas. Fora isso, essa pasta foi cedida ao Democratas, e seu titular, Mendonça Filho, na primeira semana de governo golpista, recebeu Alexandre Frota, que sugeriu que temas como Filosofia e Sociologia fossem retirados das escolas. Não querem que nossas crianças do futuro pensem. Nas entrelinhas, certamente querem o fim do Enem, do ProUni, do Fies, do Sisu, do Sisutec, do Pronatec, entre outros programas estudantis que abriram tantas portas para pessoas de baixa renda.
Todas essas e outras áreas podem ser muito afetadas de agora até 2018. Nos resta resistir e lutar.
A inércia nos serviços públicos é prática do PMDB, e o Rio Grande do Sul tem experiências drásticas com esse partido. O governo Temer, que não tem aprovação popular, pelo menos fará uma coisa boa pelo Brasil: vai eleger Luis Inácio Lula da Silva presidente em 2018. Mas até lá, o que pode acontecer?
Na saúde: o atual ministro da saúde, Ricardo Barros, estuda a extinção do SUS. Essas e outras possibilidades (que falarei mais adiante), não são ditas publicamente, mas nos bastidores já são levantadas. Ricardo, eleito deputado federal cinco vezes por um dos partidos mais sujos da nossa política, o Partido Progressista, foi condenado em 1990, quando prefeito da cidade de Maringá, na 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do estado do Paraná, por fraude na venda de coletores e compactadores de lixo que não serviam mais para a prefeitura. Além da sujeira, já disse que pode acabar com o SUS e o Mais Médicos.
Na educação: essa é a minha maior preocupação. Educação nunca foi uma prioridade para os governos pmdbistas. Fora isso, essa pasta foi cedida ao Democratas, e seu titular, Mendonça Filho, na primeira semana de governo golpista, recebeu Alexandre Frota, que sugeriu que temas como Filosofia e Sociologia fossem retirados das escolas. Não querem que nossas crianças do futuro pensem. Nas entrelinhas, certamente querem o fim do Enem, do ProUni, do Fies, do Sisu, do Sisutec, do Pronatec, entre outros programas estudantis que abriram tantas portas para pessoas de baixa renda.
Todas essas e outras áreas podem ser muito afetadas de agora até 2018. Nos resta resistir e lutar.


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