Os rumos que essas eleições podem nos trazer?

Muitos contextos merecem ser analisados quando falamos de eleições municipais. É muito mais difícil avaliar os rumos que um país pode tomar em uma eleição que envolve um número muito maior de pessoas e políticos do que numa eleição para governador ou presidente. A quantidade de questões a serem mensuradas, em eleições como a de agora, é muito maior. As necessidades são diferentes, as alianças são diferentes, não vemos uma unidade, tanto de esquerda quanto de direita. 

Estamos vendo em Gravataí o PDT e o PCdoB aliados com o SD e o PR, enquanto que o PT permanece a esquerda, coerente com a sua história. Em Porto Alegre nota-se que a esquerda está mais unida, com PT e PCdoB juntos para eleger Raul Pont. No Rio de Janeiro o mesmo exemplo, dessa vez com Jandira Feghali representando a candidatura. O PSOL aqui, e em muitas outras cidades, está aliado com o PCB e no máximo mais um ou dois partidos - em Gravataí está sozinho.

Não só as correntes devem ser analisadas como as pesquisas. Em Porto Alegre, tudo indica que o segundo turno terá: Melo x Pont ou Melo x Marchezan. Depois de tudo que o Brasil passou nos últimos anos, custo a acreditar que o povo porto alegrense pode colocar como prefeito alguém do PMDB ou do PSDB. Dá a impressão de que o povo não aprende nunca. Melo é do partido que está destruindo o Rio Grande do Sul, do partido que quer acabar com as diretrizes atuais de educação no nosso país, tirar a obrigatoriedade de disciplinas como Filosofia, Sociologia e Educação Física, só para citar poucos exemplos. Querem eleger em Porto Alegre o representante do projeto político que quer fazer com que os nossos estudantes não pensem, apenas estudem o "necessário" e trabalhem. Trabalhar para não pensar em crise, para não pensar em criticar o governo, enfim, para não pensar. Marchezan representa o mesmo projeto, pois o PSDB está junto com Temer a nível nacional. 

Muito me preocupa aqui em Gravataí os rumos dessa eleição. Sem saber se Daniel Bordignon poderá se candidatar, e se ganhar, se poderá assumir, seus eleitores (ainda bem que eu não me incluo em um deles) se tornam reféns de julgamentos as vésperas de eleições, e mesmo com a decisão do TRE de impugnar a candidatura do PDTista, ainda terá recurso. Já disseram que seus votos serão computados como nulos. Se eu fosse eleitor do Daniel, eu mudaria meu voto agora. Bordignon, além de ter a sua candidatura sob suspeita, adotou junto com o PDT de Claudio Ávila e Décio Becker, a mesma política de alianças que o PT utilizou durante muito tempo, e que eu sinceramente espero que nunca mais faça. Está aliado com partidos que um dia vão exigir a sua cota no mandato. Por isso, prefiro confiar em candidaturas com poucos partidos aliados. É possível governar com um ou dois partidos sim, isso já foi feito a muitos anos em Porto Alegre com Olívio e Raul Pont, e será feito em muitas cidades que o PT e o PCdoB vão conquistar neste próximo domingo. 

E se Bordignon não puder se candidatar, ou se puder e ganhar, e não puder assumir? Quais são os rumos que a nossa cidade pode tomar? Marco Alba tem um eleitorado forte, por incrível que pareça, mas é outro representante da velha política, a que comanda o país neste momento, e representante também da falta de funcionalidade das nossas instituições públicas e culturais. Anabel é de um partido que também representa um programa retrógrado, que está aliado com partidos golpistas, além de estar em um partido golpista, que não leva em consideração os interesses da população no seu programa de governo (do partido). Dr. Levi é uma incógnita, tenho muitas dúvidas. A minha única esperança é o Valter. Não falo isso como petista, falo isso depois de ter analisado dois debates, onde o mesmo apresentou propostas claras e mostrou ser o mais preparado para comandar a nossa cidade. Valter Amaral é o único capaz de dialogar com todas as classes sociais gravataienses, a fim de realizar um mandato popular, plural e democrático, voltado para o povo.

Os partidos são muito importantes. Eles representam interesses e projetos políticos distintos. Valter representa um gigantesco projeto político, que é muito maior do que qualquer nominata. Valter representa o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, o ProUni, o Fies, o Sisu, o Pronatec, o Mais Médicos e etc. Valter representa as políticas sociais voltadas para os mais necessitados, as políticas voltadas para as classes menos favorecidas da sociedade. É muito importante conhecer o partido do nosso candidato e saber com quem ele está aliado. O PT de Gravataí está aliado com ele mesmo, com a sua militância. Gigantescas coligações servem apenas para favorecer esses partidos com pastas em secretariados, com cargos e demais regalias. As conquistas da nossa cidade nos últimos quatro anos são muito maiores do que um nome. Elas são nossas, são da população, e são frutos do trabalho de quem estava por trás desse partido, construindo essas políticas aqui. Valter e Adelaide foram secretários durante as quatro administrações petistas em Gravataí. Eles possuem a experiência necessária para fazer a nossa cidade retomar o crescimento. 

Espero que essa mesmo pensamento guie as eleições em outras cidades. Espero que o projeto do Raul Pont e do PT de Porto Alegre saiam vencedores, pois é o melhor e mais democrático dentre os apresentados. Espero que o trabalho do Jairo Jorge, em Canoas, seja levado adiante por Beth Colombo, do PRB, que se propôs a levar as conquistas das últimas duas administrações petistas na cidade adiante. 

Vamos levar o projeto adiante nas cidades!

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