PEC 241: a PEC da maldade. E o Petróleo?
Entre essa semana e a semana passada, foi aprovada a PEC 241, que estabelece um teto para gastos do governo federal. Não acho que o estado deva gastar com irresponsabilidade, porém maior irresponsabilidade e ingerência do que isso é botar nas costas dos trabalhadores a conta pela incompetência dos governantes. E sobre essa incompetência, vamos fazer uma mea culpa: o PT tem parte nisso. Dilma estava fazendo um péssimo segundo mandato, um contraste gigante se comparado aquilo que ela e o governo dela vinham fazendo no primeiro. Mas não existia nenhuma possibilidade de, mesmo com o desastroso mandato que ela vinha fazendo, com o ajuste econômico, de ela sancionar esse projeto de emenda a Constituição.
Michel Temer, o "presidento", disse que se esse projeto tivesse sido aprovado a cinco anos, o Brasil não estaria passando por essa crise. Vamos aos fatos: a PEC não permitirá o aumento do salário mínimo acima da inflação, apenas a sua reposição. Se ela tivesse sido aprovada em 2011, onde o salário mínimo era de R$ 545,00, o mínimo hoje não passaria de R$ 650,00. Se a PEC tivesse sido aprovada em 1998, o salário mínimo seria de R$ 550,00. Hoje, como todos sabem, é de R$ 880,00. Isso influencia diretamente na renda de muitos aposentados, que ganham esse valor. Imaginem vocês, viver no Brasil de hoje, com 545 reais.
Mais grave do que isso seria a situação da nossa saúde pública, que já é caótica. O Mais Médicos, que ao contrário do que muitos pensam, é mais ocupado por médicos brasileiros, talvez nem saísse do papel. As pessoas pobres que adquirem os seus medicamentos através do Farmácia Popular hoje, provavelmente, estariam mortas (em sua maioria). Imaginem como seria o atendimento no SUS??
Mas pode ficar pior. Além de eles terem aprovado a PEC a maldade, eles também conseguiram entregar o nosso petróleo. Se tivéssemos ficado com a exploração do pré-sal (se a Petrobras não perdesse a autonomia sobre sua exploração), quem sabe daqui a dez anos nós poderíamos nos equiparar a países de primeiro mundo? Parece piada para um país como o Brasil, não é mesmo? Mas é a verdade. Estimava-se, na época da descoberta da camada, que ela valeria em torno de 2 trilhões de reais (estou sendo otimista, lembro que era mais, mas não me lembro da quantidade exata), onde todo esse dinheiro seria investido em saúde e educação, conforme proposta de emenda a constituição apresentada pela então presidenta da República, Dilma Vana Roussef. Pois bem, o Congresso tanto enrolou que esse projeto nunca saiu de papel, os golpistas tomaram o poder, José Serra assumiu o Ministério das Relações Exteriores e começou a realizar o seu sonho: vender a nossa soberania, como havia feito com a Eletrobras quando FHC era presidente. Eles tem isso por prazer. Os Estados Unidos (sempre eles) mais uma vez vão levar uma das nossas maiores riquezas a preço de banana. Fizeram isso com as companhias telefônicas, com o minério de ferro, e agora com o petróleo. O Petróleo era nosso.
Aproveito o ensejo para entrar em outra questão - não pensada quando do início dessa postagem - que dita sobre a política de alianças de Lula, no início do seu governo. Ele errou ao trazer o PMDB para o seu governo? Muitos acreditam que sim. Será mesmo? Vamos aos fatos: teria ele conseguido levar o Brasil ao patamar que levou sem o apoio desse partido que sempre foi, desde a redemocratização, o maior do Brasil? Seria ele reconhecido no mundo inteiro como o grande líder que sempre foi? Quantas pessoas não estariam na universidade hoje se não fosse essa temerária aliança? Não estou defendendo o partido, longe disso, apenas tentando entender o jogo político.
E se a Dilma tivesse cedido a pressão e não tivesse pressionado os líderes petistas a votarem a favor da cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, teria ela se mantido no poder ou os golpistas arranjariam outra maneira de derrubá-la? Não teria valido a pena ter mantido o mega ladrão Cunha na presidência da Câmara para ela se manter no poder? Pois vejam quem hoje está no lugar do Cunha: Rodrigo Maia. Ele é melhor, pior, ou a mesma coisa? Ficam as perguntas. É claro que não teria valido a pena, a Dilma que nós conhecemos jamais se dobraria dessa forma. Ela foi, e sempre será, uma fortaleza de tão forte. Mas talvez ela se faça essa pergunta ainda hoje.
Outras perguntas pro futuro: será que Lula realmente será candidato? Não seria a hora de outros quadros políticos no nosso partido? Quem sabe José Eduardo Cardozo, que saiu desse processo muito fortalecido, após a honrosa defesa da presidenta. Ele é outro sujeito que não cede a pressão, que fica de pé mesmo com mil pedras sendo atiradas contra si, e que mantém seus ideias firmes, além de notório conhecimento nas áreas política e jurídica, o que lhe da uma enorme vantagem num combate tão duro como será 2018. A direita virá enfraquecida, pois muitos dos bolsonetes estão se virando contra o próprio ídolo. Muitos candidatos da direita perderão votos por causa dessa PEC, inclusive, muitos políticos que votaram a favor da PEC estão perdendo seguidores e curtidas nas suas páginas.
Mas pode ficar pior. Além de eles terem aprovado a PEC a maldade, eles também conseguiram entregar o nosso petróleo. Se tivéssemos ficado com a exploração do pré-sal (se a Petrobras não perdesse a autonomia sobre sua exploração), quem sabe daqui a dez anos nós poderíamos nos equiparar a países de primeiro mundo? Parece piada para um país como o Brasil, não é mesmo? Mas é a verdade. Estimava-se, na época da descoberta da camada, que ela valeria em torno de 2 trilhões de reais (estou sendo otimista, lembro que era mais, mas não me lembro da quantidade exata), onde todo esse dinheiro seria investido em saúde e educação, conforme proposta de emenda a constituição apresentada pela então presidenta da República, Dilma Vana Roussef. Pois bem, o Congresso tanto enrolou que esse projeto nunca saiu de papel, os golpistas tomaram o poder, José Serra assumiu o Ministério das Relações Exteriores e começou a realizar o seu sonho: vender a nossa soberania, como havia feito com a Eletrobras quando FHC era presidente. Eles tem isso por prazer. Os Estados Unidos (sempre eles) mais uma vez vão levar uma das nossas maiores riquezas a preço de banana. Fizeram isso com as companhias telefônicas, com o minério de ferro, e agora com o petróleo. O Petróleo era nosso.
Aproveito o ensejo para entrar em outra questão - não pensada quando do início dessa postagem - que dita sobre a política de alianças de Lula, no início do seu governo. Ele errou ao trazer o PMDB para o seu governo? Muitos acreditam que sim. Será mesmo? Vamos aos fatos: teria ele conseguido levar o Brasil ao patamar que levou sem o apoio desse partido que sempre foi, desde a redemocratização, o maior do Brasil? Seria ele reconhecido no mundo inteiro como o grande líder que sempre foi? Quantas pessoas não estariam na universidade hoje se não fosse essa temerária aliança? Não estou defendendo o partido, longe disso, apenas tentando entender o jogo político.
E se a Dilma tivesse cedido a pressão e não tivesse pressionado os líderes petistas a votarem a favor da cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, teria ela se mantido no poder ou os golpistas arranjariam outra maneira de derrubá-la? Não teria valido a pena ter mantido o mega ladrão Cunha na presidência da Câmara para ela se manter no poder? Pois vejam quem hoje está no lugar do Cunha: Rodrigo Maia. Ele é melhor, pior, ou a mesma coisa? Ficam as perguntas. É claro que não teria valido a pena, a Dilma que nós conhecemos jamais se dobraria dessa forma. Ela foi, e sempre será, uma fortaleza de tão forte. Mas talvez ela se faça essa pergunta ainda hoje.
Outras perguntas pro futuro: será que Lula realmente será candidato? Não seria a hora de outros quadros políticos no nosso partido? Quem sabe José Eduardo Cardozo, que saiu desse processo muito fortalecido, após a honrosa defesa da presidenta. Ele é outro sujeito que não cede a pressão, que fica de pé mesmo com mil pedras sendo atiradas contra si, e que mantém seus ideias firmes, além de notório conhecimento nas áreas política e jurídica, o que lhe da uma enorme vantagem num combate tão duro como será 2018. A direita virá enfraquecida, pois muitos dos bolsonetes estão se virando contra o próprio ídolo. Muitos candidatos da direita perderão votos por causa dessa PEC, inclusive, muitos políticos que votaram a favor da PEC estão perdendo seguidores e curtidas nas suas páginas.


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