Post 83 - Rigotto, as reformas, o legado e as eleições
Germano Rigotto, ex governador do Estado do Rio Grande do Sul e um dos pré candidatos a presidência da República pelo partido mais golpista da nossa história (PMDB), publicou em sua coluna semanal no Sul 21 no dia de hoje (18/11/2017) uma síntese do que é o PMDB de hoje e de que lado estão Temer e cia. "Temer ameaçou recuar nas reformas e o mercado reagiu negativamente". Ora, tudo que o mercado não quer, nesse momento, é isso, pois o mercado está do lado Temerista da força.
Eles pensam que a lógica da queda da inflação e da taxa básica de juros se dá pelas reformas, e não pela queda do consumo. A "necessidade de reformar", que não existiria se o ambiente político se mantivesse dentro da normalidade, e não fosse alterado pela pressão da oposição anti governista da época, é fruto do golpe de 2016. A oposição tanto pressionou que o governo Dilma se quedou insustentável. Não haveria necessidade de reforma alguma se o respeito tivesse se mantido. Rigotto também afirma que a previdência de hoje foi pensada para um outro tempo, um outro modelo, e usa a expectativa de vida como um dos sustentáculos para se reformar também esta área. A expectativa de vida das pessoas aumenta, mas os postos de trabalho, serão garantidos para pessoas de 70 ou 75 anos trabalharem? Viver é uma coisa, trabalhar forçosamente é outra. Podemos considerar a possibilidade de uma pessoa com essa idade ser feliz no trabalho, mas não podemos negligenciar a vontade que uma pessoa idosa tem de descansar, se aposentar, aproveitar os netos ou bisnetos. Para Temer, Rigotto e a turma do Jones Martins, deputado federal gravataiense, é trabalho e mais trabalho.
O pessoal do PMDB perdeu o respeito com o ser humano. Mais do que um governo imundo, sem credibilidade, sem respaldo e incompetente por completo, Temer esquece da dignidade da mulher e do homem. Não se respeitam os mais velhos. Os estudantes não tem mais bolsas para iniciação científica, incentivo a pesquisa, projetos de mestrado ou doutorado, intercâmbio no exterior, fora outros benefícios que ao longo dos anos foram conquistados com muito suor. É esse modelo que o PMDB quer plantar em todo país, através dos seus governos em estados e no plano maior, com a continuidade do projeto privatista e achincalhador. A nível nacional, querem vender a Petrobras, que geraria milhões de lucros para saúde e educação nos próximos anos - tudo agora, a mercê de empresas americanas - querem acabar com a previdência, com os direitos das mulheres de abortar fetos frutos de estupro, com os direitos trabalhistas, etc.
O próximo presidente terá muito trabalho pela frente. Receberá em suas mãos um país que não cresce, que não gera empregos e que não vai pra frente a não ser que se cortem mais direitos. O governo precisa ser reumanizado, as universidades precisam deixar de ser ambientes inóspitos para quem quer estudar, melhorando as suas estruturas e suas bolsas para quem quer levar adiante um estudo que, certamente lá na frente, irá ajudar o nosso país, com mais professores e professoras educando com qualidade. Programas como Prouni, Fiés, Sisu, entre outros, que dão acesso a pessoas que não possuem condições de pagar uma faculdade particular o acesso ao ensino superior, precisam retomar sua força. Deixar de investir nesses programas por conta da crise é burrice. É fácil de imaginar como uma educação de qualidade pode, lá adiante, trazer resultados volumosos. Mas, como a educação é uma arma libertadora, aos atuais mandatários isso não importa. O que interesse é sangrar o Brasil das piores formas possíveis.
E hoje, assim como nós, os paneleiros de ontem também sentem saudades de um país, que a não muito tempo, eles mesmos vivenciavam. Um país que tinha todos estes programas, que não estava mais no mapa da fome, que tratava o seu povo com dignidade. Saudades de um país com desenvolvimento, com obras acontecendo, com pobres entrando na universidade, com pretos e pretas ocupando os espaços que lhes são de direito. Temer tem uma aprovação mínima e encaminha-se para um fim de governo melancólico, onde tentará, a qualquer custo, retirar mais direitos de todas e todos os brasileiros. Essa é a sua missão, pois ele não se preocupa com legado, pois sabe que o é negativo. Temer permanece no governo porque sabe que tem um Congresso controlado, um Supremo covarde e uma Polícia Federal sob seu comando, por isso, continua fazendo as asneiras rotineiras. E não vai parar até o fim do seu "mandato".
O problema de tudo isso é, justamente, o tal do legado, que é deprimente, e o tempo necessário para reconstruir o país, aparando suas arestas, concertando defeitos, retomando o crescimento não só econômico - as custas do não-consumo - mas um crescimento em todas as áreas, com retomada de investimento, enfim, coisas que demandarão muito trabalho do próximo chefe do Executivo. Devemos pensar em quem iremos colocar lá, no Planalto, a partir de 2019. As eleições são em menos de 1 ano, e os mais cotados são, como bem sabemos, Lula (PT) e Bolsonaro (NÃO SABEMOS QUAL PARTIDO). Quem fez mais pelo Brasil ao longo de suas vidas públicas? Acredito que não há muitas dúvidas sobre isso.
Lula, ao longo de sua vida política, não apenas considerando a sua atuação como presidente, mas também como sindicalista, apesar de seus erros, sempre esteve do lado mais digno da história. Não cabe aqui falar de toda a sua obra e o que ele legou aos governos posteriores, e principalmente para as pessoas. Ficou de seu trabalho um país menos pobre, menos faminto, com maior número de estudantes pobres adentrando em universidades públicas e privadas, uma saúde de melhor qualidade com o SUS, dentre outras coisas.
Já o outro lado da trincheira não nos apresenta nada. Os projetos de Bolsonaro aprovados na Câmara Federal não preenchem uma mão. Se é que existem. A única coisa que este ser desprovido de senso humanístico pode fazer é propagar mais ódio, com suas declarações racistas ("aqueles quilombolas não pesam uma arroba, não servem nem pra procriar"), homofóbicas ("um cara só é gay por falta de porrada"), entre outros impropérios. Além do mais, este canalha defende a ditadura com unhas e dentes, o que nos faz pensar que, ao se eleger, em 1º de Janeiro de 2019, seu regime inconstitucional e repressor já estará em prática. É nesses momentos que devemos responder: o que queremos para o nosso país?
O próximo presidente terá muito trabalho pela frente. Receberá em suas mãos um país que não cresce, que não gera empregos e que não vai pra frente a não ser que se cortem mais direitos. O governo precisa ser reumanizado, as universidades precisam deixar de ser ambientes inóspitos para quem quer estudar, melhorando as suas estruturas e suas bolsas para quem quer levar adiante um estudo que, certamente lá na frente, irá ajudar o nosso país, com mais professores e professoras educando com qualidade. Programas como Prouni, Fiés, Sisu, entre outros, que dão acesso a pessoas que não possuem condições de pagar uma faculdade particular o acesso ao ensino superior, precisam retomar sua força. Deixar de investir nesses programas por conta da crise é burrice. É fácil de imaginar como uma educação de qualidade pode, lá adiante, trazer resultados volumosos. Mas, como a educação é uma arma libertadora, aos atuais mandatários isso não importa. O que interesse é sangrar o Brasil das piores formas possíveis.
E hoje, assim como nós, os paneleiros de ontem também sentem saudades de um país, que a não muito tempo, eles mesmos vivenciavam. Um país que tinha todos estes programas, que não estava mais no mapa da fome, que tratava o seu povo com dignidade. Saudades de um país com desenvolvimento, com obras acontecendo, com pobres entrando na universidade, com pretos e pretas ocupando os espaços que lhes são de direito. Temer tem uma aprovação mínima e encaminha-se para um fim de governo melancólico, onde tentará, a qualquer custo, retirar mais direitos de todas e todos os brasileiros. Essa é a sua missão, pois ele não se preocupa com legado, pois sabe que o é negativo. Temer permanece no governo porque sabe que tem um Congresso controlado, um Supremo covarde e uma Polícia Federal sob seu comando, por isso, continua fazendo as asneiras rotineiras. E não vai parar até o fim do seu "mandato".
O problema de tudo isso é, justamente, o tal do legado, que é deprimente, e o tempo necessário para reconstruir o país, aparando suas arestas, concertando defeitos, retomando o crescimento não só econômico - as custas do não-consumo - mas um crescimento em todas as áreas, com retomada de investimento, enfim, coisas que demandarão muito trabalho do próximo chefe do Executivo. Devemos pensar em quem iremos colocar lá, no Planalto, a partir de 2019. As eleições são em menos de 1 ano, e os mais cotados são, como bem sabemos, Lula (PT) e Bolsonaro (NÃO SABEMOS QUAL PARTIDO). Quem fez mais pelo Brasil ao longo de suas vidas públicas? Acredito que não há muitas dúvidas sobre isso.
Lula, ao longo de sua vida política, não apenas considerando a sua atuação como presidente, mas também como sindicalista, apesar de seus erros, sempre esteve do lado mais digno da história. Não cabe aqui falar de toda a sua obra e o que ele legou aos governos posteriores, e principalmente para as pessoas. Ficou de seu trabalho um país menos pobre, menos faminto, com maior número de estudantes pobres adentrando em universidades públicas e privadas, uma saúde de melhor qualidade com o SUS, dentre outras coisas.
Já o outro lado da trincheira não nos apresenta nada. Os projetos de Bolsonaro aprovados na Câmara Federal não preenchem uma mão. Se é que existem. A única coisa que este ser desprovido de senso humanístico pode fazer é propagar mais ódio, com suas declarações racistas ("aqueles quilombolas não pesam uma arroba, não servem nem pra procriar"), homofóbicas ("um cara só é gay por falta de porrada"), entre outros impropérios. Além do mais, este canalha defende a ditadura com unhas e dentes, o que nos faz pensar que, ao se eleger, em 1º de Janeiro de 2019, seu regime inconstitucional e repressor já estará em prática. É nesses momentos que devemos responder: o que queremos para o nosso país?


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