Brasileiros: não ajam com indiferença.

Ante a esse momento de crise institucional, política e econômica que o Brasil vive, não podemos agir com indiferença. Muito me preocupa o fato de muitas pessoas mal saberem o que está acontecendo hoje no Senado Federal. Algumas pessoas acham que isso não mudará as suas vidas. Muito pelo contrário. Hoje, dia 11 de Maio de 2016, o futuro de muitas pessoas está sendo decidido: negros, mulheres, pobres, homossexuais, enfim, minorias sociais que hoje tem um certo protagonismo.

Vou mais além: as políticas a serem adotadas pelo futuro governo Michel Temer vão atingir mais pessoas do que se imagina. Não só essas minorias citadas serão prejudicadas. Multidões perderão o seu emprego. As políticas econômicas que definirão o rumo do país nos próximos anos são as mesmas que destruíram a Grécia e deixaram a Europa economicamente caótica. Não podemos ser cegos com relação a essa calamidade que está sendo orquestrada a muito tempo. Insistem em querer chegar ao poder por meios ilegais, amparados numa justiça e num Supremo Tribunal patético, que não serve pra nada a não ser promulgar os interesses das grandes corporações e dos golpistas do século XXI, negando a vontade dos mais de 54 milhões de eleitores que elegeram Dilma Roussef como presidenta da República. Somos hoje uma vergonha para o mundo lá fora, onde o Golpe é denunciado ferozmente. As revistas e jornais mais famosos do mundo falam em Golpe. Só quem não enxerga é a justiça, que não anula esse processo, e os políticos que hoje estão votando pela abertura do processo, que terão de alguma forma vantagens em um futuro governo ilegítimo do PMDB.

Político tem a vantagem, nessas situações de crise, de serem políticos, independente do lado que representam. O emprego está garantido, o salário aumenta conforme sua vontade, os benefícios são intermináveis. Eles não sentem a crise, por isso podem deitar a cabeça no travesseiro tranquilamente. O dinheiro na conta está lá, todo dia 30, e as contas poderão ser pagas tranquilamente, e ainda sobra para aquela viagem pro exterior no final de semana ou em algum feriado, ou para alguma janta cara em um restaurante finíssimo. Os grandes empresários, proprietários de empresas que estão por trás de muita maracutaia, que destinam muito dinheiro para as campanhas milionárias de muitos políticos, de ambos os lados, também podem ficar tranquilos: o que antes já era um cenário favorável, com Temer se tornará um paraíso. Enquanto isso, nós iremos para a fila do supermercado ver os preços dos produtos que já são caros a preços quase impraticáveis. Iremos somar o nosso salário no final do mês e ver que as contas somarão um valor maior do que a nossa receita. Faltam nesse momento palavras para justificar e opinar sobre esse momento trágico o qual vivemos.

Acho que já falei isso aqui, mas talvez nós não tenhamos a dimensão do quanto o nosso futuro está sendo decidido e da importância da nossa luta. Nenhum governo com viés neoliberal e de direita lutou tanto quanto a esquerda e mais especificamente o PT nesses últimos 13 anos pelo acesso gratuito as universidades, as cotas, direito das domésticas, Médicos nas localidades menos assistidas pelo poder público, enfim, conquistas históricas que hoje estão sendo colocadas em xeque. Aliás, no mundo todo, temos um histórico de lutas e conquistas no campo da esquerda que a direita reprimi, condena e precariza. É assim que a direita age: com crueldade. A partir de amanhã, entra no governo um programa que não foi eleito pelos brasileiros. Sim, votamos em Dilma e Temer, mas votamos no programa de governo do PT, da Dilma, que herdou o programa de Lula, e que não termina nesses nomes. Não votamos na Ponte para o Inferno. Não votamos na terceirização. Votamos no Bolsa Família, no Minha Casa Minha Vida, no ProUni, no Sisu, no Mais Médicos, nas inúmeras universidades criadas nesses últimos anos, no Pronatec, etc.

A roda da história irá girar para trás. A repressão, no Distrito Federal, já começou. O PMDB já entrou no poder. E vou esperar sentado quem hoje está apoiando o golpe se arrepender. E com muita tristeza direi: eu avisei que vocês seriam enganados. Eu avisei que vocês perderiam os seus empregos. Eu avisei que a tua empresa ia fechar as portas. Eu avisei que a inflação iria subir. Eu avisei que nenhuma universidade seria aberta. Eu avisei que os programas sociais perderiam força. E eu avisei que assim, em 2018, a vitória do PT estaria consolidada. 

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