Crise de Representatividade: quem muda o Brasil somos nós, eleitores.
Ninguém deve ser apaixonado por política assim como eu, mas tem que entender o que está em curso no Brasil. Não se trata de um mero joguinho político que não vá influenciar as nossas vidas, mas sim de uma grande questão que pode acabar com muitos de nossos direitos, e hoje, no Dia do Trabalhador, me sinto na obrigação de falar nisso.
Gostar e entender de política são duas coisas extremamente diferentes. A política é feita de ideias, de debates e de futuro. Nós votamos em pessoas hoje que decidirão o que irá acontecer quatro anos adiante, tanto no âmbito nacional quanto estadual e municipal (exceto os senadores). A minha preocupação reside em as pessoas não conhecerem as pessoas as quais elas votam, qual as suas ideias, as suas propostas e o histórico de seu partido, pois não basta eu propor alguma coisa sem que se investigue o meu passado e o que o meu partido tem por trás dessa história, se realiza política de conchavo, de coalizão, entre outras mazelas.
A preocupação é maior ainda quando eu vejo pessoas agindo de maneira indiferente quanto a votação na câmara dos deputados do processo de admissibilidade do processo de impedimento da presidenta Dilma Roussef, como se aquilo fosse apenas mais uma votação que não afetaria as nossas vidas, "já que esses políticos vão continuar roubando". Em primeiro lugar, é preciso desmistificar uma coisa, para que eu continue a minha linha de raciocínio: assim como em vários aspectos da nossa vida em geral, em várias profissões, vamos ver pessoas boas e ruins, honestas e desonestas, generosas ou não. Vai ter pessoa que vai ceder lugar no ônibus para pessoa idosa, grávida, deficiente, entre outros, e terá aquela parcela de pessoas que agirão com indiferença. Na política não é diferente, guardadas as devidas proporções: existem pessoas boas e ruins, políticos honestos e outros nem tanto. Porém existe uma maioria agindo como golpista, a revelia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que legisla em causa própria, com desvio de função e que abriu o processo de impeachment por mera vingança. É por isso que temos que ter cuidado em quem votamos, pois hoje essas pessoas representam uma minoria, que não concorda com os golpes orquestrados pelo gângster Cunha, mas que o elegeu na eleição de 2014. Isso acaba gerando uma crise de representatividade, pois as pessoas estão cada vez menos politizadas, não se interessando por política, mas que reclamam quando um direito seu é extorquido, ou não se sente representado na legislatura.
Temos uma maioria de população feminina, mas não as vemos no congresso, isso sem falar no machismo praticado todos os dias naquela casa e no Brasil. A maioria da população é negra, mas também não se tem uma maioria negra no Congresso. Se político fosse, eu iria propor uma reforma política com a intenção de equiparar esses dados. Ora, digamos que a população de mulheres no Brasil fosse de 55% (não sei os números absolutos): que se ponha uma cota de 55% de congressistas mulheres e 45% de homens. Desses 55%, quantas são negras? Que se eleja essa proporção de mulheres negras, e assim por diante. Só assim a população estará representada no Congresso Nacional, e assim seria mais fácil de se pautar questões que mudem a nossa vida para melhor. Vejam que não falo isso por interesse, pois sou um homem branco, não faço ideia do preconceito sofrido pelos negros, pelos gays, pelas mulheres, pelos transsexuais e todas as minorias. Mas acredito que a minha luta não necessita ser diferente, se assim acredito que deva ser. A democracia funciona desse jeito, com representatividade.
A preocupação é maior ainda quando eu vejo pessoas agindo de maneira indiferente quanto a votação na câmara dos deputados do processo de admissibilidade do processo de impedimento da presidenta Dilma Roussef, como se aquilo fosse apenas mais uma votação que não afetaria as nossas vidas, "já que esses políticos vão continuar roubando". Em primeiro lugar, é preciso desmistificar uma coisa, para que eu continue a minha linha de raciocínio: assim como em vários aspectos da nossa vida em geral, em várias profissões, vamos ver pessoas boas e ruins, honestas e desonestas, generosas ou não. Vai ter pessoa que vai ceder lugar no ônibus para pessoa idosa, grávida, deficiente, entre outros, e terá aquela parcela de pessoas que agirão com indiferença. Na política não é diferente, guardadas as devidas proporções: existem pessoas boas e ruins, políticos honestos e outros nem tanto. Porém existe uma maioria agindo como golpista, a revelia do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que legisla em causa própria, com desvio de função e que abriu o processo de impeachment por mera vingança. É por isso que temos que ter cuidado em quem votamos, pois hoje essas pessoas representam uma minoria, que não concorda com os golpes orquestrados pelo gângster Cunha, mas que o elegeu na eleição de 2014. Isso acaba gerando uma crise de representatividade, pois as pessoas estão cada vez menos politizadas, não se interessando por política, mas que reclamam quando um direito seu é extorquido, ou não se sente representado na legislatura.
Temos uma maioria de população feminina, mas não as vemos no congresso, isso sem falar no machismo praticado todos os dias naquela casa e no Brasil. A maioria da população é negra, mas também não se tem uma maioria negra no Congresso. Se político fosse, eu iria propor uma reforma política com a intenção de equiparar esses dados. Ora, digamos que a população de mulheres no Brasil fosse de 55% (não sei os números absolutos): que se ponha uma cota de 55% de congressistas mulheres e 45% de homens. Desses 55%, quantas são negras? Que se eleja essa proporção de mulheres negras, e assim por diante. Só assim a população estará representada no Congresso Nacional, e assim seria mais fácil de se pautar questões que mudem a nossa vida para melhor. Vejam que não falo isso por interesse, pois sou um homem branco, não faço ideia do preconceito sofrido pelos negros, pelos gays, pelas mulheres, pelos transsexuais e todas as minorias. Mas acredito que a minha luta não necessita ser diferente, se assim acredito que deva ser. A democracia funciona desse jeito, com representatividade.



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