#93 - Projeção para as Eleições 2018
Estamos em um momento crítico das eleições. As pesquisas recentes apontam tendências, desenham cenários e influenciam o voto de muitos eleitores. Vamos tentar aqui desvendar alguns desses mistérios e tentar projetar o que acontecerá no dia 7 de Outubro.
Eleição para Presidente do Brasil
Não acaba no primeiro turno. O candidato fascista tem a maior rejeição, porém, com a fidelidade dos votos do mesmo, nem Haddad nem Ciro Gomes conseguem resolver a questão ainda no dia 7. Alguns cientistas políticos afirmam que Bolsonaro ainda não chegou no segundo turno, e que Haddad já está, devido a força do eleitorado petista. Não sei se acredito fielmente a esta afirmação, pois acredito que o fascista está sim no segundo turno, e ele será composto por ele e Haddad ou Ciro, acreditando que petista tem mais forças para angariar os votos necessários - a capacidade de transferência dos votos de Lula para Haddad é imensa, mas parece que algumas pessoas ainda não entenderam que, literalmente, Haddad é Lula.
Fernando Haddad ainda tem uma tendência a forte crescimento na reta final de campanha, podendo angariar votos dos brancos/indecisos e de outros candidatos que possivelmente não irão para o segundo turno, o chamado voto útil. Ciro Gomes é outro que pode crescer, apesar de se manter na mesma faixa de votação e não crescer (entre 12 e 13% nas pesquisas mais conhecidas, Ibope e Datafolha). Para segundo turno, Haddad e Ciro estão encostando em Bolsonaro, com vantagem para o Pedetista na Datafolha e empate técnico no Ibope - a amostragem do Ibope é maior, mas a margem de erro é a mesma, 2%. Na comparação entre Haddad e Bolsonaro, o candidato do PSL manteve vantagem nas últimas pesquisas, mas tem empate nos dois institutos (No Ibope, os dois tem 40%, e na Datafolha, 41%).
Ao que tudo indica, segundo turno entre Haddad e o candidato fascista - pela projeção de crescimento que Haddad vem tendo nas últimas pesquisas, pela herança política de Lula e pelos votos a serem transferidos ainda as vésperas da eleição. Com os debates para o segundo turno, o apoio, mesmo que velado, de Ciro Gomes, e escancarado de Guilherme Boulos e seu partido, o PSOL, Haddad deve vencer essas eleições. Não sei qual será a postura de Ciro caso perca: se, para derrotar o fascismo, se alinhará ao PT, ao menos no segundo turno, ou se adotará a política da boa vizinhança, vaselina ou sabonete, flertando com os dois lados, como é de sua característica. Marina Silva é, ideologicamente, ligada a esquerda (ao menos é o que as suas pautas dizem), porém, apoiou Aécio no segundo turno em 2014. Vai apoiar quem, agora que se sabe que não chegará, mais uma vez, ao segundo turno? Medo. Os outros candidatos devem adotar postura de neutralidade. Quanto ao eleitorado de Marina e Ciro, a maioria destes devem ir com Haddad. Outras pessoas que, no primeiro turno, pensam em não votar (anular o voto), para derrotar o fascismo, no segundo turno devem votar em Haddad, assim como os anti petistas podem adotar a mesma conduta.
Eleição para Governador do Rio Grande do Sul
O cenário gaúcho é muito assustador. Apesar de não ter muita credibilidade no nosso estado, as pesquisas apontam para um segundo entre José Ivo Sartori e Eduardo Leite, ambos da mesma vertente política, a de "vendilhões da pátria", "quanto mais vendermos, melhor". Sartori aparece com 31%, Leite com 26% e Rossetto, com 12%, muito parecido com todas as últimas eleições, onde o terceiro colocado venceu no primeiro turno, eliminou um dos concorrentes e terminou vencendo a eleição. Tomara que isso aconteça de novo, mas a diferença entre o pelotão de cima e Rossetto/Jorge é muito grande. Jairo Jorge está praticamente descartado, por ter uma imagem corroída pelas denúncias em Canoas. O que complica Sartori, e que pode deixá-lo inclusive de fora do segundo turno, é a sua alta rejeição, que por outro lado, é muito baixa em Eduardo Leite. No Rio Grande do Sul, tudo é possível.
Mas o que não é possível acreditar é que elegeremos, mais uma vez, um candidato da direita aqui no nosso estado. Leite não fará nada de diferente do que Sartori está fazendo, que é atrasar e parcelar salários, mandar a Brigada Militar hostilizar professores e outros funcionários públicos, sucatear a educação, a segurança e a saúde, etc. Sartori e Leite são da mesma linha política, e os dois estão na frente nas pesquisas. Dá para acreditar? O povo gaúcho está caindo no conto do vigário, está sendo enganado por uma proposta de mudança, como é a de Eduardo Leite, o assassino - não se esqueçamos do caso gravíssimo na saúde em Pelotas, onde mulheres foram enganadas pelos exames falaciosos que fizeram, dizendo que as mesmas não tinham câncer de mama, mas passado algum tempo, morreram por não ter sido feito o diagnóstico ainda cedo. Devemos estampar essa bandeira em Leite, assim como devemos colar na imagem de Sartori a imagem do atraso, da desvalorização do funcionalismo público, da falta de segurança no crescimento dos assassinatos, da precarização da educação e da saúde. Lembrem-se também de outra questão: governar uma cidade não é a mesma coisa que governar um Estado. Eduardo Leite continuará governando da mesma maneira que Sartori, atrasando salários e inventando desculpas enganosas, e chegará em 2022 dizendo que arrumou a casa e que precisa ser reeleito para continuar fazendo o serviço sujo, o de ser odiado por dar o nosso remédio amargo (aumento de impostos, atraso e parcelamento de salários, etc). Sartori disse, em 2014, que era um bom gestor, que tinha feito muito pela sua cidade (Caxias do Sul) e que faria o mesmo pelo Estado. Chegou lá e (disse que) se deparou com uma situação caótica. Escolheu vender estatais (Fundação Piratini, as Fundações de pesquisa em Ciência), com a desculpa de que era preciso, quer ainda aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, onde o Estado deixa de pagar a dívida por 3 anos, gerando juros e correção monetária, o que afundará as contas do Estado ainda mais. Leite dará a mesma desculpa.
Só um dos candidatos pode, de fato, mudar a nossa situação. Com investimentos, gerando emprego e renda e fazendo as escolhas certas, podemos pagar os salários em dia, voltar a investir forte em segurança, saúde, educação, saneamento básico, etc. Miguel Rossetto foi vice-governador de Olívio Dutra, Ministro nos governos Lula e Dilma e pode nos tirar da crise institucional que vivemos. Ele não deixará que se vendam as estatais e que se atrasem os salários dos nossos servidores, ele terá prioridades e fará as escolhas certas para voltarmos aos trilhos. Á vitória!


Qual sua formação acadêmica ?
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