Pobre de direta e reunificação
Uma das coisas que eu mais me pergunto ultimamente é: como pode existir pobre de direita? Como um ser humano, em sã consciência, do alto de sua pobreza, vai preferir João Dória a Fernando Haddad? Como ele vai preferir Bolsonaro a Lula? O pior é que isso são questões fáceis de responder.
A mídia manipula a população todos os dias, e a isso se deve essas discrepâncias. Estamos mais propensos a defender essas aberrações políticas do que ter uma visão mais humana e social, levando consideração tudo que a esquerda fez pelo Brasil nos últimos anos, tanto em municípios quanto em estados e no país. Este problema é, na verdade, mundial, pois discursos de retórica nacionalista e populista, vide Trump, tendem a se sobressair em tempos de crise, onde o refúgio é o famoso ditado: "América para os Americanos".
Une-se a isso o fato de o brasileiro ser um povo muito preguiçoso no sentido de não questionar nenhuma informação que lhe é passada. Tudo é aceito sem delongas, sem perguntas, sem o livre exercício do questionamento, sem que àquele seja uma questão de birra, da dúvida pela dúvida. O questionamento deve ser sempre inteligente e perspicaz. Devemos sempre nos perguntar: aquilo que estamos vendo ou ouvindo é o correto? Será que o Jornal Nacional está falando a verdade? Será que tudo que vem da Veja provém de fontes confiáveis? Os jornalistas da Globo, ou de outras grandes mídias nacionais e mundiais, possuem uma reputação que não nos deixa desconfiar dos mesmos quanto a idoneidade das informações veiculadas por eles? E não são apenas informações midiáticas: questões trabalhistas tão pouco são contestadas, mesmo quando da desconfiança, pelos empregados, que apenas querem assegurar o seu emprego pelo maior tempo possível, ainda mais em tempos de crise - aliás, crise apenas para a população mais pobre.
Os empresários, o patriarcado, a burguesia e a elite se utilizam dessa ignorância e falta de "penso" das pessoas para se aproveitarem cada vez mais da classe trabalhadora. Enquanto o proletariado não estiver unido e se manter refém dos patrões, nunca teremos nossas demandas sanadas. Seremos cada vez mais manipulados e surgirão, em um futuro bem próximo, principalmente no Brasil, discursos de ódio e difamação contra a esquerda, tanto por causa da Lava Jato, que no momento pouco fez contra os políticos da direita e só tentou prender Lula - obviamente que sem sucesso - com um juiz (Sergio Moro, do Morobloco) que abusa do poder mesmo quando se há apenas suspeitas contra políticos da nossa corrente.
É preciso pensar primeiro em uma reunificação da esquerda, mesmo que para isso tenhamos que nos aliar com partidos que foram de certa forma nossos algozes em um passado recente, como o PDT, por exemplo. Há que se ter diálogo das duas partes, convergência nos objetivos, em prol das políticas de esquerda que sempre nos uniu no passado. Se não houver, de ambas as partes, abertura para uma ampla conversa, com todos os setores de todos partidos (que se dizem) de esquerda, não haverá unificação, e sem unificação, fatalmente pereceremos e cairemos na vala comum da história. O Mundo clama pela reunificação da esquerda no combate ao conservadorismo.


Comentários
Postar um comentário