Rapidinhas do Henrique #1
1 - Danilo Gentilli, o machista mor
Danilo Gentilli, o apresentador que se acha a última bolacha do pacote, a Trakinas em extinção, ataca de forma brutal a deputada federal Maria do Rosário, do PT gaúcho, e ao receber a notificação da justiça sobre o processo movido pela deputada contra ele, o apresentador se achou no direito de rasgar um papel oficial em pedaços, esfregá-lo em suas partes íntimas e reenvia-lo aos Correios. O mais impressionante é o número de apoios que ele recebeu na internet, e o número avassalador de críticas que a deputada recebeu em sua conta no Twitter e Facebook. Então esse apresentadorzinho de araque acha que, por ser patrão da deputada, tem o direito de mandá-la calar a boca? Esse deve ser o mesmo tipo de atitude que as mulheres devem ouvir de seus patrões todos os dias, um "cala a boca porque sou eu que pago o seu salário", dito dessa forma a uma mulher, atesta todo o machismo da nossa sociedade. Algum homem já ouviu isso? Eu não, apesar da minha curta experiência. Aliás, essa é uma atitude típica de uma sociedade que, além de machista, é capitalista e exploradora da classe trabalhadora.
2 - Temer e sua ilha deserta
Michel Temer está cada vez mais isolado no governo, perdendo assessores e trocando de ministério. As decisões parecem cada vez mais atabalhoadas e sem coerência. Serraglio recusou o Ministério do Planejamento. O inquérito será aberto pelo STF, e o presidente golpista será interrogado, onde poderá responder por escrito. Está mais do que provado o seu envolvimento com o projeto de estancar a sangria. O pagamento de mesada a Eduardo Cunha teria que ser mantido para que mais sujeira não fosse tirada do tapete. Temer será julgado por isso. Quando, na nossa longa história política, um presidente foi pego em gravações tratando de propina? Acredito que nunca. Era algo, até pouco tempo, impensável.
3 - Parcelamentos de salários
Eles seguem, no Rio Grande do Sul, e foram anunciados pelo prefeito Júnior em Porto Alegre. A medida, é claro, visa o enfraquecimento da máquina pública, a desvalorização do profissional e conscientização da sociedade com a necessidade dos cortes de gastos. Enquanto isso, os salários ficam congelados, porque isso é "governar com responsabilidade". Interessante: salários astronômicos para CC's e chefes do executivo (sem parcelamento) não são cortados, não passam pela faca do corte de orçamento, mas salário do trabalhador mais sofrido, o que certamente não trabalha no ar-condicionado no verão de Janeiro, esse é o mais visado e o primeiro a passar pela faca. O que esperar de um governo que se auto elogia?


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