Rapidinhas do Henrique #5 - Universidades, Lula pelo Brasil e Falta de diálogo.
1) As universidades federais não possuem verba para terminar o semestre próximo. É preocupante a situação das nossas instituições acadêmicas públicas. A UERJ ameaça encerrar as suas atividades. A nível nacional, dinheiro tem até setembro para pagar a remuneração dos bolsistas, cumprir contratos com empresas terceirizadas - segurança, portaria e limpeza - e professores. Não parece ser prioridade para os governos a educação, pois não se nota uma preocupação por parte de Temer e sua turma em amenizar essa situação.
2) Lula pelo Brasil. É notória a diferença de tratamento que o povo dá a certos políticos. Lula pode, e tem, muitos defeitos, e digamos que seja culpado de metade dos crimes que lhe imputam. Levando isso em consideração, o povo nordestino sabe o que é ser bem tratado. Ele viajará pelo Brasil para receber o carinho do povo, e não para fazer campanha: ele não precisa, ele já está eleito moralmente. Caso ele não possa concorrer - confirmando-se o golpe judicial a caminho - quem ele disser para o povo eleger, será eleito, porque o povo confia no Lula. É diferente o tratamento que recebem outros políticos que viajam para a Bahia, por exemplo, onde Dória, prefeito de São Paulo, levou uma ovada.
Foto: Ricardo Stuckert
3) A falta de diálogo solapa qualquer resquício de legitimidade que poderia ter o governo golpista do PMDB. Um governo que não ouve o povo fere de morte uma das frases mais importantes da Constituição Federal, referida no post anterior, que diz que nós, enquanto povo, exercemos o poder político através de nossos representantes em Brasília (não é exatamente essa frase, obviamente). 95% dos brasileiros queriam a abertura da investigação contra Temer, mas a câmara não autorizou. A grande maioria é contra a reforma da previdência, mas ela seguirá tramitando até ser aprovada. O povo quer eleições diretas, mas não as terá. A refirma trabalhista também é reprovada pela maioria da população, mas esta até sancionada já foi. Enfim, um mar de ilegitimidade que perdurará até podermos eleger os nossos representantes novamente. Se tivermos eleições em 2018.



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