As Veias Abertas da América Latina e sua relação com a desigualdade social no nosso continente
Para estrear esse "blog" (entre aspas, pois nunca consegui acompanhar um), evoco o escritor uruguaio Eduardo Galeano e seu livro As Veias Abertas da América Latina escrito nos fins de 1970, mostrando uma realidade da época, que pode, porém, ser perfeitamente aplicada nos dias de hoje. A exploração das potências capitalistas da Europa e dos Estados Unidos contribuíram para que a desigualdade de hoje fosse tamanha. O que mais assusta é que essa desigualdade vem crescendo ao longo dos anos, acentuada pelos idos de 1960, em todo mundo.
Nas Américas isso pode ser explicado pela instauração dos regimes militares, mas também podemos botar na conta dos longos anos de exploração que as grandes potências mundiais praticaram ao longo da história. Potosí, cidade boliviana, antes dos anos 1900 era uma das cidades com a maior população do mundo, superando Madrid/ESP e Nova York/USA, só para citar duas grandes cidades da época. A extração do minério de ferro, muito rico na região, e a produção agrícola, foram os grandes responsáveis por produzir tamanha riqueza. Devido a covarde exploração dessas riquezas pelas grandes potências, deixando para a cidade muito menos riquezas do que valeria todo produto retirado de Potosí, hoje a cidade com mais de 4 mil metros de altitude se encontra "abandonada". As pessoas começaram a, no início dos anos 1900, procurar outras cidade para morar, cidades essas que oferecessem melhores opções de emprego e renda. E isso se tornou um ciclo vicioso: quando uma cidade não tinha mais nada para oferecer, o foco da exploração mudava.
Claro, esse é o exemplo de UMA cidade da América Latina inteira. Diversos exemplos podem ser citados, como Cuzco/PER, Sucre/BOL, entre outras. Em todas essas cidades, a mão de obra escrava (leia-se: índios) foi muito utilizada. Pessoas que moravam nas cidades eram obrigadas a trabalhar em regime de escravidão, ganhando pouco, se alimentando mal, morando mal. A riqueza ficava para os patrões. A ralé sobrava pouco e nada, mal sobrando para sua subsistencia.
Voltando um pouco para os regimes militares. Praticamente todos os países latino americanos passaram por essa provação, e todos que passaram por isso tiveram altos índices de crescimento da desigualdade social. Aliás, um recorde, pois no Brasil, nunca tanta riqueza foi concentrada durante o período do regime militar, o que nos outros países não deve ter sido diferente. Poucos ganhando muito, muitos ganhando pouco. E o que mais chama atenção é o fato de que essa concentração de renda vem aumentando. Ora, se estamos em tempos de crise, como é que bancos importantes e privados aumentaram seus lucros? O que explica esse fato?
Muito feliz eu fico em saber que, mesmo em tempos de "crise" (muito em conta da desvalorização da moeda chinesa, e de outros fatores internacionais) ainda temos governos que pensam nos mais pobres. Hoje temos programas assitencialistas, ditos por alguns como "populistas", que atendem as necessidades dos mais necessitados. Claro, também se vê por aí muita ignorância por parte de uma grande parcela de pessoas. Até evito falar em ignorância, pois muitas opiniões são fabricadas pela mídia. Ela teria um papel muito importante, se esclarecesse alguns mitos que se falam sobre o programa Bolsa Família, mas isso será assunto para outro post.
Claro, esse é o exemplo de UMA cidade da América Latina inteira. Diversos exemplos podem ser citados, como Cuzco/PER, Sucre/BOL, entre outras. Em todas essas cidades, a mão de obra escrava (leia-se: índios) foi muito utilizada. Pessoas que moravam nas cidades eram obrigadas a trabalhar em regime de escravidão, ganhando pouco, se alimentando mal, morando mal. A riqueza ficava para os patrões. A ralé sobrava pouco e nada, mal sobrando para sua subsistencia.
Voltando um pouco para os regimes militares. Praticamente todos os países latino americanos passaram por essa provação, e todos que passaram por isso tiveram altos índices de crescimento da desigualdade social. Aliás, um recorde, pois no Brasil, nunca tanta riqueza foi concentrada durante o período do regime militar, o que nos outros países não deve ter sido diferente. Poucos ganhando muito, muitos ganhando pouco. E o que mais chama atenção é o fato de que essa concentração de renda vem aumentando. Ora, se estamos em tempos de crise, como é que bancos importantes e privados aumentaram seus lucros? O que explica esse fato?
Muito feliz eu fico em saber que, mesmo em tempos de "crise" (muito em conta da desvalorização da moeda chinesa, e de outros fatores internacionais) ainda temos governos que pensam nos mais pobres. Hoje temos programas assitencialistas, ditos por alguns como "populistas", que atendem as necessidades dos mais necessitados. Claro, também se vê por aí muita ignorância por parte de uma grande parcela de pessoas. Até evito falar em ignorância, pois muitas opiniões são fabricadas pela mídia. Ela teria um papel muito importante, se esclarecesse alguns mitos que se falam sobre o programa Bolsa Família, mas isso será assunto para outro post.



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