Reflexões
O mundo seria perfeito demais se pudéssemos acreditar em tudo que as pessoas em geral prometem umas para as outras. Hoje em dia não podemos confiar em ninguém, salvo raríssimas exceções. Na política, por exemplo, candidatos prometem fazer e acontecer, mas quando acabam eleitos (de novo, salvo raríssimas exceções) jamais voltam a dar as caras, conversar com o povo. Se tornam seres alheios as reclamações, interesses e necessidades das pessoas que os elegeram.
Assim como na política, nas relações humanas não é diferente. Amigos nos prometem amizade eterna, mas quando mais precisamos, eles somem. Amores nos prometem amor eterno, mas na primeira briga feia, no mínimo pensam em terminar - muitas vezes não concretizam o ato, mas no mínimo pensam. As pessoas são muito imediatistas, querem tudo para agora, não param para pensar nas consequências. Quando embarcamos em um relacionamento apenas para nos sentir acompanhados, sem aquela horrível sensação de solidão (vide eu), estamos fazendo um mal tremendo para nós mesmos. Esse mal afeta a nossa saúde, a nossa capacidade mental, a vontade de amar alguém de novo. Não esgota, mas demora a acontecer novamente. E hoje em dia é muito fácil falar em separação. Antigamente...
Casamento era coisa para a vida toda. Traição? Ah, essa existia, em um número talvez muito maior do que hoje, mas era relevada - pela mulher, por que em sua maioria não era perdoada pelos homens, que tinham, e muitos ainda tem, uma visão muito machista das coisas. Mas enfim, relacionamentos duravam a vida toda, ou no mínimo mais de vinte anos. Nos dias atuais se vê muitos casais juntos a mais de vinte, trinta, talvez quarenta anos, que decidem se divorciar/separar. Mas qual é causa? Não pensaram no passado o que poderia ocorrer no futuro quando do início do namoro? Acharam que a (o) primeira (o) mulher (homem) que achassem pela frente seria para casar? Ou as coisas iam acontecendo como hoje em dia, e de uma hora para outra, como num passe de mágica, o casamento aparecia como solução perfeita, para manter duas pessoas unidas para sempre? Difícil imaginar o que as pessoas de antigamente pensavam, pois mesmo perguntando para elas (nossos pais, avós, tios...), as respostas podem não representar aquilo que eles realmente pensavam naqueles tempos. Poderia até surgir, passado alguns anos, o arrependimento, mas separação não era uma solução cogitada. Ela surge hoje em dia como se fosse água: to com sede, vou lá tomar, não estou feliz com a pessoa do meu lado, vou lá e me separo. Mas qual é o erro: começar o relacionamento sem medir as consequências ou terminar o relacionamento sem pensar melhor? Antigamente, as pessoas acertavam ao pensar em casar cedo ou acertavam a manter um relacionamento sob qualquer preço? Mistérios da vida.
Hoje em dia é muito difícil olhar para um casal e dizer que ele vai durar para sempre, ou pelo menos por um bom tempo. Eu sempre tive o pensamento de que quando conhecesse uma pessoa e assumisse um relacionamento sério, seria para nunca mais me separar, ou seja, ainda pensava como uma pessoa de antigamente, mas hoje em dia as coisas são muito diferentes, inclusive pra mim, que sou um cara novo e poderia pensar como muitas pessoas mais velhas pensam atualmente. Mas quebrei a cara. Fico feliz de pensar nisso como um aprendizado, porém gostaria de saber disso antes, de ter medido as consequências antes, mas ninguém nasce sabendo. Eu precisei perder três anos da minha vida para descobrir que eu estava apenas prejudicando outra pessoa e prejudicando a mim mesmo. Resultado: não vejo nenhum casal, salvo, de novo, raríssimas exceções, com chances de chegar a cinco, dez, quem sabe vinte anos de namoro/casamento. Esse é um pensamento errado ou natural levando-se em conta a sociedade que vivemos? Afinal, existe amor para vida toda? Hoje, acho difícil (não impossível) de acreditar.
Temos conceitos errôneos sobre o que é o amor. Vamos retirar o errôneo e pensar de outra maneira: conceitos 'diferentes' (o que é errado para mim pode não ser errado para outra pessoa). Amor, para muitos, é um sentimento tão forte que não se sente por outras pessoas a não ser membros da família. Há quem diga que amor se sente por um filho, uma mãe, um pai, um irmão, enfim. Considerando essa hipótese, amor seria apenas um laço sanguíneo, impossível de ser concebido de outra maneira. Há aquelas pessoas que acham que amor não se sente por qualquer pessoa, mas que conhecendo alguém por bastante tempo, criando laços de confiança, pode surgir daí um amor, podendo ser nesse caso um amizade. Os conceitos de amor não variam muito desses dois aspectos. Por isso mesmo não podemos generalizar, de forma alguma, os conceitos e preceitos de cada um. Funcionamos e pensamos de maneiras diferentes, por isso, existem pessoas que acham que o amor eterno existe, e mesmo sofrendo grandes decepções seguem acreditando. Há pessoas que acreditavam que o amor eterno existia, mas que sofreu uma grande decepção, e não acredita mais nesse sentimento, - eu me encaixo nesse grupo, apesar de não ter sofrido uma grande frustração - achando que amor só se sente por membros da família e alguns amigos. Nesse caso, por exemplo, tomando como exemplo pessoal, eu acredito no amor entre as pessoas, que ele pode existir, mas eterno... pode existir, não digo nem que sim nem que não, mas é aquele tipo de coisa que só acredito vendo. E tem aquelas pessoas que nunca acreditaram. Essas dificilmente sofrem uma grande decepção, mas geralmente são pessoas mais solitárias - mesmo elas não admitindo.
Mas existe um fato: nunca houve tantas separações como se tem hoje. A "indústria" do divórcio rende bastante para os advogados e movimenta o "mercado" dos relacionamentos, pois para algumas pessoas, trocar de parceiro (a) é igual trocar roupa íntima. Eu posso contar nos dedos os casais que eu conheço que estão a mais de cinco anos juntos, quem dirá dez, quinze, vinte, mas faltam dedos ao contar os casais que eu conheço que trocaram mais de cinco vezes de parceiro no meio tempo que eu conheço essa pessoa.
Outro fato interessante são as pessoas que tem medo de terminar um namoro/casamento por medo de ficarem sozinhas, e eu fui uma dessas pobres almas. Não devemos temer o futuro. O presente, se não for bom, só te prende a um passado que não valeu a pena ter vivido. Não valeu o seu esforço, a sua dedicação, a sua vontade, o seu amor, enfim, não valeu você. Quem é que cuida de ti? Quem é que está contigo quando tu mais precisa? É você mesmo. Quando mais precisamos de ajuda, talvez nós não tenhamos ao nosso lado as pessoas que nós mais amamos. Pode ser que já tenham partido dessa para melhor ou que morem longe, enfim. Quando mais precisamos de alguém, quem está do nosso lado somos nós mesmos. Valorize essa pessoa que te atura, que te aguenta, que te compreende, que te conhece melhor do que ninguém, que entende os teus defeitos, as tuas manhas, as tuas frescuras, que conhece o teu passado, compreende o teu presente e só quer o melhor para o seu futuro. E lembre-se, o futuro nós fazemos agora. E quem faz? Nós mesmos.
Mas existe um fato: nunca houve tantas separações como se tem hoje. A "indústria" do divórcio rende bastante para os advogados e movimenta o "mercado" dos relacionamentos, pois para algumas pessoas, trocar de parceiro (a) é igual trocar roupa íntima. Eu posso contar nos dedos os casais que eu conheço que estão a mais de cinco anos juntos, quem dirá dez, quinze, vinte, mas faltam dedos ao contar os casais que eu conheço que trocaram mais de cinco vezes de parceiro no meio tempo que eu conheço essa pessoa.
Outro fato interessante são as pessoas que tem medo de terminar um namoro/casamento por medo de ficarem sozinhas, e eu fui uma dessas pobres almas. Não devemos temer o futuro. O presente, se não for bom, só te prende a um passado que não valeu a pena ter vivido. Não valeu o seu esforço, a sua dedicação, a sua vontade, o seu amor, enfim, não valeu você. Quem é que cuida de ti? Quem é que está contigo quando tu mais precisa? É você mesmo. Quando mais precisamos de ajuda, talvez nós não tenhamos ao nosso lado as pessoas que nós mais amamos. Pode ser que já tenham partido dessa para melhor ou que morem longe, enfim. Quando mais precisamos de alguém, quem está do nosso lado somos nós mesmos. Valorize essa pessoa que te atura, que te aguenta, que te compreende, que te conhece melhor do que ninguém, que entende os teus defeitos, as tuas manhas, as tuas frescuras, que conhece o teu passado, compreende o teu presente e só quer o melhor para o seu futuro. E lembre-se, o futuro nós fazemos agora. E quem faz? Nós mesmos.


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