Causas e efeitos da Miscigenação Brasileira
Não podemos afirmar com uma certeza absoluta aonde surgiu o primeiro ser humano na terra. Qualquer teoria que se apresente hoje pode se tornar infundada amanhã, pois a cada surgem estudos mais avançados que anteriores com relação ao surgimento de qualquer tipo de vida no Planeta Terra. O que podemos afirmar é que as primeiras civilizações mais organizadas, como os feudos, ou outros tipos de vila, cidade, ou até mesmo um agrupamento de pessoas mais específico, surgiram no Oriente Médio.
Passados alguns bons anos, temos o descobrimento da América e das civilizações indígenas que aqui viviam. Também faltam estudos mais aprofundados sobre como e aonde mais exatamente esses povoados surgiram, mas podemos afirmar que os indígenas certamente são os primeiros povos da América. Do Norte ao Sul do continente, se tinha povoados indígenas que nunca chegaram ao conhecimento das coroas imperiais europeias. Surge ai um processo de colonização e severa escravidão por parte dos europeus para com os povos americanos. Se trocavam, dando um exemplo mais claro aqui no Brasil, Pau-Brasil, uma árvore extremamente valiosa no mercado asiático, muito utilizada na tintura de tecidos, por quinquilharias e especiarias que não valiam a raiz da planta (aliás, não existe uma árvore no mundo que devesse valer qualquer preço, mas enfim...). Os índios, forçados a deixarem os portugueses se esbaldar no Pau-Brasil, e ávidos de curiosidade com os novos produtos vindos de tão longe, não foram empecilho para exploração começar. Essa exploração "abriu os portos" (foi o melhor termo que eu achei, me perdoem), para a que a fatídica miscigenação começasse.
A partir desse ponto, portugueses, holandeses, alemães, italianos, espanhóis, franceses, japoneses, poloneses, enfim, varias famílias de varias nacionalidades vieram se instalar no Brasil - não exatamente na ordem apresentada acima - e se formou esse povo tão singular, e tão famoso no mundo pela mistura de raças. Brancos, negros, índios, europeus, asiáticos, africanos, americanos, absolutamente pessoas de todos os continentes vieram parar aqui, por diversos motivos. Uns foragidos de guerra, outros procurando emprego, outros fugindo de alguma peste, outros fugidos da escravidão. Não podemos afirmar ao certo de quem somos descendentes, pois o que seria o país de origem da nossa família (no meu caso: Alemanha e Itália), podem ter havido outras "misturas" de raça.
Mapa geográfico do Brasil atual
A partir desse ponto, portugueses, holandeses, alemães, italianos, espanhóis, franceses, japoneses, poloneses, enfim, varias famílias de varias nacionalidades vieram se instalar no Brasil - não exatamente na ordem apresentada acima - e se formou esse povo tão singular, e tão famoso no mundo pela mistura de raças. Brancos, negros, índios, europeus, asiáticos, africanos, americanos, absolutamente pessoas de todos os continentes vieram parar aqui, por diversos motivos. Uns foragidos de guerra, outros procurando emprego, outros fugindo de alguma peste, outros fugidos da escravidão. Não podemos afirmar ao certo de quem somos descendentes, pois o que seria o país de origem da nossa família (no meu caso: Alemanha e Itália), podem ter havido outras "misturas" de raça.
Todos esses fatores produziram um povo multicultural. Aqui se ouve Rock, Samba, Pagode, Axé, Funk, Jazz, Blues. Pessoas de diversas etnias trouxeram os seus costumes e agregaram o seu "tempero" a brasilidade. O mesmo se pode dizer dos costumes religiosos, sendo o Brasil um dos países onde mais se praticam diferentes religiões. Mesmo sendo a católica a maior em todo mundo e no Brasil, temos pessoas que seguem a religião evangélica, umbandista, a Assembleia de Deus, entre outras.
E o Brasil é um país tão grande e plural, que ao longo de sua história ocorreram movimentos migratórios dentro do nosso próprio território. Os nordestinos literalmente "invadiram" o Sudeste do país no chamado êxodo rural (saída em massa de pessoas dos campos para as cidades), principalmente São Paulo, em busca de uma vida melhor. Mas quais são as consequências de todas essas misturas? Ah, o preconceito.
Chegamos em um campo muito polêmico e perigoso, e logicamente eu não poderia deixar de falar nele. Cada vez mais crescente, o preconceito de vários tipos parece ser uma coisa intrínseca no ser humano. Muitas pessoas não conseguem conviver com as diferenças, e elas existem em grande número. Vamos pegar como primeiro exemplo os índios. Como muito bem diz um artigo de Marta Azevedo, no século XVI existiam no Brasil um número estimado de 2 a 4 milhões de índios, pertencentes a mais de 1000 povos diferentes. Somente na primeira metade do século XX, segundo o historiador Darcy Ribeiro, mais de 80 povos indígenas desapareceram, sendo que a população indígena teria reduzido de 1.000.000 para cerca de 200.000 (segundo o Censo de 2010, os índios correspondem a 0,47% da população brasileira). As razões para isso ter acontecido são inúmeras: como dito antes, esses índios eram muito utilizados como mão de obra escrava, ou sequestrados e vendidos na Europa como escravos exclusivos de grandes burgueses, e também foram atingidos pelas pestes trazidas pela imigração do velho continente. Como os Pajés (líderes das tribos) não conheciam as novas doenças, também não era de conhecimento dos mesmos a cura para esses males, ou seja, milhares de mortes se resultaram desse fato. E hoje em dia, muita coisa não mudou, sendo que o preconceito continua o mesmo, ou se possível, ainda pior. Índios são discriminados nas ruas, nas faculdades, nos supermercados obrigados a viverem isolados. Os descendentes de quem realmente descobriu o Brasil hoje são esquecidos por todos, inclusive pelo poder público, que concede milhões de hectares de terras para grandes empresas alimentarem o sistema capitalista, enquanto índios, e outros sem-teto são obrigados a viver em barracas, embaixo de pontes, enfim, nas ruas, onde muitas vezes sofrem incontáveis violências físicas, morais e psicológicas.
Outra forma de preconceito que vivenciamos muito é a discriminação contra os negros. Mas para ser discriminado mesmo, não basta ser negro, tem que ser pobre. E quem colabora generosamente alimentando esse tipo de diferenciação entre pessoas de cor de pele diferente é a nossa polícia, que é opressora em quase todos os sentidos. Você acha que um negro pode caminhar tranquilamente pelas praias de Copacabana, no Rio de Janeiro, sem ser confundido com um assaltante ou ladrão? Dificilmente. Os policiais, em sua grande maioria, não podem ver um negro na rua que já o abordam perguntando o que ele estaria fazendo ali, afinal, "lugar de negro é na favela". A praia é para as elites, o morro é para os pobres. Claro que esse é um exemplo de apenas uma cidade do país, pois em qualquer lugar do mundo, o negro sofre preconceitos. Os negros do Brasil correspondem a mais de 50% da população (não sei exatamente ao certo, mas é mais da metade), mas aonde estão essas pessoas? Em sua maioria, elas se encontram nas favelas e periferias. Se você formos pegar qualquer faculdade como exemplo, veremos que a grande maioria dos estudantes é da cor branca. Ainda se tem a visão de que, pelo menos aqui, faculdade é coisa da elite. Na minha turma de faculdade, por exemplo, no ano passado, de 30 alunos, se 5 eram negros era muito. Partindo desse princípio, se criou as políticas de cotas raciais, muito criticada por várias pessoas que não procuram se informar sobre a realidade.
O negro, todo dia, se sente oprimido. Preconceito é uma doença que afeta o psicológico de quem o sofre. As cotas raciais são um incentivo, elas vieram para mostrar que o negro também deve ter seu espaço no ensino superior, assim como em muitos outros contextos em que essa etnia não está inserida. Algumas pessoas acham que o negro e o branco, assim como o pobre e o rico, tem as mesmas oportunidades, "basta estudar, basta querer". Mas é realidade não é bem assim. Primeiro: os negros em sua maioria moram em lugares onde não se tem acesso a um ensino de qualidade. Segundo: morando em favelas e periferias, essas pessoas - e aqui não se insere apenas o negro - aprende outras coisas. Esses lugares são, em sua grande maioria, dominados pelo tráfico. Sem generalizar, essas pessoas aprendem que traficar é bom, matar é bom, roubar é bom. Elas devem ser educadas de outra maneira, e é para isso que as cotas servem: inclusão social.
Claro que existem pessoas, muitas delas inseridas no poder público, que se utilizam de discursos manipulatórios. São os chamados falsos moralistas. Um exemplo é o deputado federal Jair Bolsonaro, que só de digitar esse nome o sangue me ferve pelas veias. Ele causou muita polêmica, e causa até hoje, com seus discursos de ódio contra as mulheres, contra os negros e contra os pobres, defende Ditadura Militar, que só foi boa para quem concordava com o regime e para quem tinha poder, entre outros impropérios. Certa feita, o deputado carioca pelo PP, que pretende concorrer a presidência da República, disse que seus filhos não casariam com gays pois eles foram bem educados. Também disse que o erro dos militares foi ter apenas torturado, e não matado. Em episódio recente, ele disse que não estupraria a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pois ela não merecia, no qual foi merecidamente multado. Outras frases memoráveis:
"Os policiais deveriam ter matado 1000, e não 111" (sobre o massacre no presídio Carandiru)
"Não vou combater nem discriminar, mas se eu ver dois homens se beijando, eu vou bater"
"Parlamentar não deve andar de ônibus"
"Mulher deve ganhar um salário menor por que engravida"
Essas e outras frases, ditos e atitudes apenas propagam o ódio e a ignorância. Esse é o mesmo cidadão que pretende se candidatar a presidência do nosso país. Esse ódio de classes só faz bem para o sistema opressor, para quem domina. Os oprimidos, que todo dia lutam por mais direitos, são os que mais sofrem. Você não é obrigado a concordar com tudo que a Maria do Rosário fala, mas é obrigado a respeita-la. Você não é obrigado a gostar de ver dos gays se beijando, ou também não obrigado a gostar de gays, mas deve respeita-los. A falta de respeito só alimenta o ódio e a indiferença.
A miscigenação, que é motivo de muito orgulho para muita gente, causa também muitas coisas ruins. Mas não é nisso que temos que pensar, e sim na singularidade do nosso povo, do nosso país/continente. Não se encontra em lugar nenhum no mundo um país como esse, com tantas culturas, com um povo tão acolhedor e simpático. Temos os nossos problemas, sim, mas não somos os piores. Possuímos coisas que são exemplos para o mundo lá fora, e que são referencias positivas. O carnaval, por exemplo, não serve apenas para ver mulher pelada. Essa indústria emprega milhares de pessoas por ano nas escolas de samba. Elas retiram das ruas muitas pessoas, que poderiam, ao invés de estar trabalhando dignamente, estar roubando, matando ou traficando. Temos também os programas de transferência de renda, que muita gente acha que é para alimentar vagabundo, quem não quer trabalhar, mas na prática não funciona bem assim, tanto que esses programas são estudados lá fora, inclusive por grandes potências mundiais, como Estados Unidos e Alemanha, citando apenas dois exemplos. Enfim, temos muito do que nos orgulhar.
Consultas: http://www.suapesquisa.com/geografia/populacao_indigena.htm
http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/quantos-sao/quantos-eram-quantos-serao
E o Brasil é um país tão grande e plural, que ao longo de sua história ocorreram movimentos migratórios dentro do nosso próprio território. Os nordestinos literalmente "invadiram" o Sudeste do país no chamado êxodo rural (saída em massa de pessoas dos campos para as cidades), principalmente São Paulo, em busca de uma vida melhor. Mas quais são as consequências de todas essas misturas? Ah, o preconceito.
Chegamos em um campo muito polêmico e perigoso, e logicamente eu não poderia deixar de falar nele. Cada vez mais crescente, o preconceito de vários tipos parece ser uma coisa intrínseca no ser humano. Muitas pessoas não conseguem conviver com as diferenças, e elas existem em grande número. Vamos pegar como primeiro exemplo os índios. Como muito bem diz um artigo de Marta Azevedo, no século XVI existiam no Brasil um número estimado de 2 a 4 milhões de índios, pertencentes a mais de 1000 povos diferentes. Somente na primeira metade do século XX, segundo o historiador Darcy Ribeiro, mais de 80 povos indígenas desapareceram, sendo que a população indígena teria reduzido de 1.000.000 para cerca de 200.000 (segundo o Censo de 2010, os índios correspondem a 0,47% da população brasileira). As razões para isso ter acontecido são inúmeras: como dito antes, esses índios eram muito utilizados como mão de obra escrava, ou sequestrados e vendidos na Europa como escravos exclusivos de grandes burgueses, e também foram atingidos pelas pestes trazidas pela imigração do velho continente. Como os Pajés (líderes das tribos) não conheciam as novas doenças, também não era de conhecimento dos mesmos a cura para esses males, ou seja, milhares de mortes se resultaram desse fato. E hoje em dia, muita coisa não mudou, sendo que o preconceito continua o mesmo, ou se possível, ainda pior. Índios são discriminados nas ruas, nas faculdades, nos supermercados obrigados a viverem isolados. Os descendentes de quem realmente descobriu o Brasil hoje são esquecidos por todos, inclusive pelo poder público, que concede milhões de hectares de terras para grandes empresas alimentarem o sistema capitalista, enquanto índios, e outros sem-teto são obrigados a viver em barracas, embaixo de pontes, enfim, nas ruas, onde muitas vezes sofrem incontáveis violências físicas, morais e psicológicas.
Outra forma de preconceito que vivenciamos muito é a discriminação contra os negros. Mas para ser discriminado mesmo, não basta ser negro, tem que ser pobre. E quem colabora generosamente alimentando esse tipo de diferenciação entre pessoas de cor de pele diferente é a nossa polícia, que é opressora em quase todos os sentidos. Você acha que um negro pode caminhar tranquilamente pelas praias de Copacabana, no Rio de Janeiro, sem ser confundido com um assaltante ou ladrão? Dificilmente. Os policiais, em sua grande maioria, não podem ver um negro na rua que já o abordam perguntando o que ele estaria fazendo ali, afinal, "lugar de negro é na favela". A praia é para as elites, o morro é para os pobres. Claro que esse é um exemplo de apenas uma cidade do país, pois em qualquer lugar do mundo, o negro sofre preconceitos. Os negros do Brasil correspondem a mais de 50% da população (não sei exatamente ao certo, mas é mais da metade), mas aonde estão essas pessoas? Em sua maioria, elas se encontram nas favelas e periferias. Se você formos pegar qualquer faculdade como exemplo, veremos que a grande maioria dos estudantes é da cor branca. Ainda se tem a visão de que, pelo menos aqui, faculdade é coisa da elite. Na minha turma de faculdade, por exemplo, no ano passado, de 30 alunos, se 5 eram negros era muito. Partindo desse princípio, se criou as políticas de cotas raciais, muito criticada por várias pessoas que não procuram se informar sobre a realidade.
O negro, todo dia, se sente oprimido. Preconceito é uma doença que afeta o psicológico de quem o sofre. As cotas raciais são um incentivo, elas vieram para mostrar que o negro também deve ter seu espaço no ensino superior, assim como em muitos outros contextos em que essa etnia não está inserida. Algumas pessoas acham que o negro e o branco, assim como o pobre e o rico, tem as mesmas oportunidades, "basta estudar, basta querer". Mas é realidade não é bem assim. Primeiro: os negros em sua maioria moram em lugares onde não se tem acesso a um ensino de qualidade. Segundo: morando em favelas e periferias, essas pessoas - e aqui não se insere apenas o negro - aprende outras coisas. Esses lugares são, em sua grande maioria, dominados pelo tráfico. Sem generalizar, essas pessoas aprendem que traficar é bom, matar é bom, roubar é bom. Elas devem ser educadas de outra maneira, e é para isso que as cotas servem: inclusão social.
Claro que existem pessoas, muitas delas inseridas no poder público, que se utilizam de discursos manipulatórios. São os chamados falsos moralistas. Um exemplo é o deputado federal Jair Bolsonaro, que só de digitar esse nome o sangue me ferve pelas veias. Ele causou muita polêmica, e causa até hoje, com seus discursos de ódio contra as mulheres, contra os negros e contra os pobres, defende Ditadura Militar, que só foi boa para quem concordava com o regime e para quem tinha poder, entre outros impropérios. Certa feita, o deputado carioca pelo PP, que pretende concorrer a presidência da República, disse que seus filhos não casariam com gays pois eles foram bem educados. Também disse que o erro dos militares foi ter apenas torturado, e não matado. Em episódio recente, ele disse que não estupraria a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), pois ela não merecia, no qual foi merecidamente multado. Outras frases memoráveis:
"Os policiais deveriam ter matado 1000, e não 111" (sobre o massacre no presídio Carandiru)
"Não vou combater nem discriminar, mas se eu ver dois homens se beijando, eu vou bater"
"Parlamentar não deve andar de ônibus"
"Mulher deve ganhar um salário menor por que engravida"
Essas e outras frases, ditos e atitudes apenas propagam o ódio e a ignorância. Esse é o mesmo cidadão que pretende se candidatar a presidência do nosso país. Esse ódio de classes só faz bem para o sistema opressor, para quem domina. Os oprimidos, que todo dia lutam por mais direitos, são os que mais sofrem. Você não é obrigado a concordar com tudo que a Maria do Rosário fala, mas é obrigado a respeita-la. Você não é obrigado a gostar de ver dos gays se beijando, ou também não obrigado a gostar de gays, mas deve respeita-los. A falta de respeito só alimenta o ódio e a indiferença.
A miscigenação, que é motivo de muito orgulho para muita gente, causa também muitas coisas ruins. Mas não é nisso que temos que pensar, e sim na singularidade do nosso povo, do nosso país/continente. Não se encontra em lugar nenhum no mundo um país como esse, com tantas culturas, com um povo tão acolhedor e simpático. Temos os nossos problemas, sim, mas não somos os piores. Possuímos coisas que são exemplos para o mundo lá fora, e que são referencias positivas. O carnaval, por exemplo, não serve apenas para ver mulher pelada. Essa indústria emprega milhares de pessoas por ano nas escolas de samba. Elas retiram das ruas muitas pessoas, que poderiam, ao invés de estar trabalhando dignamente, estar roubando, matando ou traficando. Temos também os programas de transferência de renda, que muita gente acha que é para alimentar vagabundo, quem não quer trabalhar, mas na prática não funciona bem assim, tanto que esses programas são estudados lá fora, inclusive por grandes potências mundiais, como Estados Unidos e Alemanha, citando apenas dois exemplos. Enfim, temos muito do que nos orgulhar.
Consultas: http://www.suapesquisa.com/geografia/populacao_indigena.htm
http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/quantos-sao/quantos-eram-quantos-serao



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