Feliz Aniversário, Flávio Basso
Hoje, o maior expoente musical da história do Rock Gaúcho, faria 48 anos. Ainda sendo muito novo, partiu dessa para melhor. Todo seu legado será lembrado por uma geração de fãs que se quer viveu em sua época, ou na época dos Cascavelletes, ou nos seus áureos tempos, de A Sétima Efervescência até Uma Tarde na Fruteira, passando para os seus discos menos conhecidos, mas que não são de menor qualidade.
Flávio Basso, nascido no dia 26 de Janeiro do ano de 1968, um ano antes de o homem chegar a lua, subiu aos palcos pela primeira vez aos 14 anos. Um talento que surgia muito cedo. Logo após fundar a sua primeira banda, TNT, se notava ali uma mente genial, capaz de compor muitos sucessos em tão pouco tempo. Quando saiu da banda por divergências com os demais componentes, convidou o seu amigo e ex companheiro de TNT, Nei Van Sória, para fazer parte da "maior banda de Rock N' Roll do mundo", Os Cascavelletes. Nascia ali a, para mim, maior banda de Rock do Brasil, pelo menos. Em pouco tempo, nenhuma banda conseguiu alcançar a mesma qualidade que Flavio Basso, Nei Van Soria, Frank Jorge, Alezandre Barea e posteriormente Luciano Albo. Era uma coisa muito aquém daquilo que se conhecia e que jamais será superado. Apesar de ter apenas um disco oficial lançado, com algumas demos e EP's, a genialidade é impressionante.
Depois do fim dos Cascavelletes, surgiram as carreiras solos, e sem sobra de dúvidas, a de melhor qualidade e que mais chamou atenção foi a de Flávio. Em A Sétima Efervescência ele mostrava toda a sua qualidade, chegando a lista dos 100 maiores discos de Rock Nacional da história. Não bastasse isso, anos mais tarde ele lança um disco quase que tão genial quanto o primeiro, Uma Trade na Fruteira. Quando jamais se poderia imaginar que alguém lançaria algo parecido, ele mesmo se reinventa e lança um disco, no mínimo, comparável com o seu mais famoso.
Falo disso - e falo pouco - apenas para demonstrar o quanto ele faz falta para mim e o mundo da música. A última vez que eu me encontrei com ele - na frente da Casa de Cultura Mario Quintana - ele estava feliz e alegre, empolgado com o rumo que a sua carreira estava tomando. Aquele foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida, e conviver em um mundo sabendo que os maiores ídolos do rock gaúcho estão partindo, é de uma tristeza incomensurável. Principalmente sabendo que ele, fundador das duas maiores bandas do nosso estado, representantes do genuíno Rock daqui, não mais poderá compor grandes canções, nos presentear com suas obras, nos agraciar com sua presença. Esse lobo nunca mais vai uivar.



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