Como e porquê Marco Alba ganhou a eleição
Marco Alba merece os nossos aplausos. Soube nos enganar direitinho, soube jogar o jogo político como nenhum outro, provou ser uma máquina de fazer votos e conseguiu parcerias estratégicas para vencer o segundo turno da eleição que não terminou em Gravataí. Mas agora, lendo algumas reportagens e conversando com algumas pessoas sobre o assunto, quero expor alguns dos motivos que eu acho relevantes para a vitória pmdbista na aldeia.
1 - Falta de alianças
Foi aventada a possibilidade, antes da eleição, de uma aliança entre o PDT do clã Bordignon e o PSB de Anabel. Ele seria candidato na primeira eleição com o apoio dela, e caso houvesse impugnação, ele a apoiaria na segunda. Anabel recusou o convite e preferiu concorrer sozinha. Esse pode ter sido o fato determinante para que ela não tivesse seu sonho de ser prefeita concretizado. Uma pena, pois confesso que, apesar de não ter votado nela, eu a acho a "menos pior" na comparação com o prefeito eleito. Outro partido que foi decisivo, principalmente no veraneio das urnas, foi o PSD, que literalmente rachou a sua base de apoio. Dr. Levi, ex candidato, apoiou Marco Alba. Everton Tristão, ex candidato a vice prefeito, apoiou Anabel Lorenzi. Dimas Costa, vereador mais votado da oposição, apoiou Rosane Bordignon, contrariando seu irmão, Dilamar, candidato a vice na chapa de Anabel. Cabe dizer, ainda neste contexto, que uma aliança de esquerda (PT e PSOL) não faria diferença nenhuma no resultado final. Mesmo o PSOL tendo crescido com a candidatura de Rafael Linck, chegando aos quase 3.000 votos, juntando-se com os cerca de 1.600 votos de Valter Amaral, não se chegaria perto da terceira colocada, Anabel.
2 - O canteiro de obras
Gravataí virou um verdadeiro canteiro de obras as vésperas da eleição. Marco Alba tentou se justificar dizendo que passou todo esse tempo pagando dívidas, e que agora era a hora de agir. Inaugurou UPA's, reformou postos de saúde, revitalizou praças, colocou a guarda municipal na rua, entre outros feitos. Todos esses acontecimentos são interessantes e úteis, o problema é o mal caratismo do prefeito eleito. Faltou, durante todo esse tempo, força de vontade.
3 - A seletividade brasileira
O brasileiro escolhe à quem bater suas panelas. Quando Dilma era presidenta, quase que todo dia se ouvia o barulho delas. Agora, não se ouve mais. Aonde os patos foram parar? Não sei, e realmente gostaria de saber. Marco Alba aparece em diversas denúncias. A licitação da Corsan e a lista de políticos beneficiados por doações não declaradas da empresa Odebrecht são as mais conhecidas. Mesmo assim, o povo optou por ele. Marco Alba é o retrato do Brasil de hoje. Se sou denunciado e não sou do PT, sou eleito. Se Valter tivesse uma denúncia contra ele, o mesmo teria uns 50 votos.
4 - As alianças estratégicas
O apoio do Dr. Levi, candidato derrotado na primeira eleição, e deu Áureo Tedesco, comerciante da Morada do Vale e vereador eleito, foram fundamentais. Áureo arrastou com ele inúmeros votos das moradas, pois muitos o conhecem e confiam nele, já que reza a lenda que as obras na praça da 1, a guarda municipal na rua e a troca do teto do posto foram condições de Áureo para aceitar ser vice. Marco foi certeiro. Acertou nas pessoas que deveria ter por perto, principalmente neste "segundo turno".
Esses foram, na minha opinião, os principais motivos para elegermos Marco Alba. Tomara que um dia possamos viver na mesma cidade que ele, e tomara mesmo que as obras para melhorar a nossa vida continuem até, no mínimo, 2020.
Antes de me despedir, queria opinar sobre mais um fato sobre este pleito. Marco Alba ganhou com cerca de 25% dos votos totais - passando de 40% nos votos válidos - o que deixa bem claro a indignação do nosso povo para com ele. Este fato também comprova a primeira tese deste artigo: a falta de alianças. Não concordo com esse sistema, de se ter apenas segundo turno em municípios com mais 200.000 habitantes.
Afinal, democracia não quer dizer a escolha da maioria?



Queria dizer que vejo por outra tese , 48 mil votaram no marco Alba , 48 mil abstenções e 23 mil na Anabel , fora nulos e brancos , vejo pela tese que estes não queriam o clã BORDINOQUIO em Gravataí!!
ResponderExcluirQue análise esquerdista e derrotada! Marco Alba era a única opção que não era de esquerda! A morada do vale sofre nas mãos dá Corsan, e Alba foi o único candidato que prometeu romper com esta estatal. Outra coisa, o texto cita que Marco Alba está envolvido com a licitação dá Corsan, está na lista dá Odebrecht, e acusa o eleitor de ter errado na escolha. Quer dizer que o correto seria eleger o Sr. Bordignon, totalmente impugnado, usando sua esposa que se mostrou totalmente despreparada, essa seria a escolha certa? Ah não, o texto defende Anabel como a "menos pior", porque seria ela a melhor escolha? Qual é a experiência desta senhora? O texto esqueceu que ela como presidente dá Câmara municipal deixou um prejuízo de mais de 300 mil reais por estabelecer aumento através de resoluções o que é ilegal de acordo com o TCU. Não vou nem usar o exemplo vizinho do PSB em Cachoeirinha, uma mini cidade que faz arrocho nos servidores municipais e com prefeito usufruindo de super salário, mais alto que o governador Sartori.. Esse texto está totalmente inclinado a uma visão esquerdista, na contramão dá tendência que vivemos hoje, basta olhar para cima, Marchezan em Porto Alegre, Dória em São Paulo, etc...
ResponderExcluirSenhor Marcelo, boa noite!
ExcluirPrimeiro que este é um blog de opinião, e com certeza ela vai ser de esquerda, é só prestar atenção no nome do blog. Segundo: eu votei no Valter Amaral, e achei a Anabel a menos pior dentre os três favoritos, mas esta é a minha opinião. Dizer que é uma opinião esquerdista e derrotada acredito que seja um pouco de mais, mas fique livre para continuar lendo meus textos e dando a sua opinião, agradeceria muito se o fizesse.
A tendência a qual vivemos hoje talvez seja essa, mas talvez seja também a do Lula líder em todas as pesquisas. Mas, de novo: questão de opinião. Dória está fechando creches, deixando a cidade mais feia sem as pinturas, cortando a merenda das escolas. Este é um exemplo a ser seguido? E o Marchezan, que foi por uma linha parecida, cortando verbas dos servidores e da cultura, este seria um outro modelo de gestão? Na minha opinião não.
Pra fechar: Anabel aliada com PSD não pode ser considerada de esquerda. PDT da Rosane com SD não pode ser considerada de esquerda. As únicas candidaturas que eram esquerda de verdade eram a do Valter (PT) e Rafael (PSOL).
SOBRE ESSE ASSUNTO Ñ TENHO PALAVRAS PRA DESCREVER A MINHA INDIGNAÇÃO ENTÃO AOS Q VOTARAM NELE O JEITO É ESPERAR PRA VER OQUE VAI SER O GOVERNO DELE. PRA MIM ,AO VER NADA X NADA.
ResponderExcluirAnalisastes com maestria o cenário político em Gravataí. Mas acho que a política está uma porcaria justamente pelo fato as pessoas não se importarem com "o quanto custam" parcerias. Prefiro um segmento convicto a uma "tripa" de alianças partidárias que vão cobrar caro pela parceria, e nós iremos pagar, como sempre.
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